
MATÉRIA DE CAPA
PERIGO NO SILO
Reportagem de Marla Cardoso
Capa: Beto Soares/Estúdio Boom
Além do trabalho confinado e em altura, os processos que envolvem o armazenamento de produtos agrícolas têm possibilidade de explosão e incêndio
Homem morre soterrado em silo de farelo. Silo com duas toneladas de trigo desaba. Bombeiros resgatam corpos de soterrados em silos de grãos. Silo explode e duas pessoas estão desaparecidas. Construtor de silo é indiciado por acidente que matou dois. Basta uma rápida pesquisa na Internet e as manchetes se repetem, mostrando a fragilidade de um setor com alta produtividade, mas com riscos diversos, e que precisa de um olhar atento para a Saúde e a Segurança do Trabalho.
Conforme a Seção de Acidentes do Trabalho do Anuário Estatístico da Previdência Social 2009 (dados por situação do registro e motivo, segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE - 2007/2009), as ocorrências na área vêm aumentando. Em 2009, o setor de armazenamento, que inclui o trabalho em silos, registrou 2.121 acidentes. Em 2008 foram registrados 100 a menos (2.021), em 2007, o número foi ainda menor, 1.648 acidentes de trabalho.
Os riscos da jornada em silos - estruturas destinadas ao armazenamento de produtos agrícolas, a exemplo de grãos - são diversos, começando pelo fato de o ambiente ser classificado como um espaço confinado. Além disso, os trabalhadores estão expostos ao risco de explosão, incêndio e ainda aos acidentes pelo trabalho em altura, ao ruído, sem falar nos riscos biológicos e em outros que podem afetar a saúde do trabalhador, uma vez que a presença de poeiras pode provocar graves problemas respiratórios. Algumas Normas Regulamentadoras, a exemplo da NR-33 (Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados) e NR-35 (Segurança para Trabalho em Altura), têm ajudado a nortear as empresas do ramo a oferecerem melhores condições aos trabalhadores. Quem atua na área garante que ainda há muito a fazer. A reportagem traz um pouco da realidade do trabalho neste setor e mostra como os profissionais de SST têm batalhado pela prevenção de acidentes nos locais
PERIGO NO SILO
Reportagem de Marla Cardoso
Capa: Beto Soares/Estúdio Boom
Além do trabalho confinado e em altura, os processos que envolvem o armazenamento de produtos agrícolas têm possibilidade de explosão e incêndio
Homem morre soterrado em silo de farelo. Silo com duas toneladas de trigo desaba. Bombeiros resgatam corpos de soterrados em silos de grãos. Silo explode e duas pessoas estão desaparecidas. Construtor de silo é indiciado por acidente que matou dois. Basta uma rápida pesquisa na Internet e as manchetes se repetem, mostrando a fragilidade de um setor com alta produtividade, mas com riscos diversos, e que precisa de um olhar atento para a Saúde e a Segurança do Trabalho.
Conforme a Seção de Acidentes do Trabalho do Anuário Estatístico da Previdência Social 2009 (dados por situação do registro e motivo, segundo a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE - 2007/2009), as ocorrências na área vêm aumentando. Em 2009, o setor de armazenamento, que inclui o trabalho em silos, registrou 2.121 acidentes. Em 2008 foram registrados 100 a menos (2.021), em 2007, o número foi ainda menor, 1.648 acidentes de trabalho.
Os riscos da jornada em silos - estruturas destinadas ao armazenamento de produtos agrícolas, a exemplo de grãos - são diversos, começando pelo fato de o ambiente ser classificado como um espaço confinado. Além disso, os trabalhadores estão expostos ao risco de explosão, incêndio e ainda aos acidentes pelo trabalho em altura, ao ruído, sem falar nos riscos biológicos e em outros que podem afetar a saúde do trabalhador, uma vez que a presença de poeiras pode provocar graves problemas respiratórios. Algumas Normas Regulamentadoras, a exemplo da NR-33 (Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados) e NR-35 (Segurança para Trabalho em Altura), têm ajudado a nortear as empresas do ramo a oferecerem melhores condições aos trabalhadores. Quem atua na área garante que ainda há muito a fazer. A reportagem traz um pouco da realidade do trabalho neste setor e mostra como os profissionais de SST têm batalhado pela prevenção de acidentes nos locais
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